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Répteis Legalizados no Brasil: Quais Você Pode Ter como Pet Sem se Preocupar

Há 0:00 - 28/05/2026 Répteis

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Réptil como pet ainda surpreende muita gente. A reação mais comum quando alguém descobre que o vizinho tem um jabuti ou uma cobra-do-milho em casa é aquela mistura de curiosidade com um leve espanto. Mas o fato é que o Brasil tem uma das legislações mais estruturadas da América Latina para a criação de répteis em cativeiro, e existem várias espécies que você pode ter em casa de forma completamente legal, sem burocracia excessiva e sem precisar se preocupar com multa ou apreensão.

O problema é que a maioria das pessoas não sabe quais são essas espécies, nem como funciona a regra. Aí quem realmente quer ter um réptil de forma responsável fica com medo de errar, e quem não sabe nada sobre a lei acaba comprando um animal de origem duvidosa sem perceber.

Como funciona a legislação para répteis no Brasil?

O órgão responsável por regular a criação de fauna silvestre no Brasil é o IBAMA. A Portaria IBAMA nº 93/1998 divide os animais em duas categorias: domésticos e silvestres. Animais classificados como domésticos no Anexo I podem ser criados sem autorização prévia — basta que tenham sido adquiridos de criadouro registrado e que você guarde a nota fiscal. Já os silvestres exigem documentação adicional, como o Certificado de Origem.

Na prática, a legalidade começa na compra. Um réptil adquirido de criadouro autorizado, com nota fiscal em mãos, coloca o tutor em posição tranquila. Um réptil comprado de origem desconhecida, mesmo que seja uma espécie permitida, pode gerar problemas. Sempre que tiver dúvida sobre uma espécie específica, consulte a lista atualizada no site oficial do IBAMA ou procure orientação de um veterinário especializado em animais silvestres.

Jabuti (Chelonoidis carbonarius e C. denticulatus)

O jabuti é o réptil pet mais popular do Brasil, e não é difícil entender por quê. Calmo, silencioso, sem cheiro e com longevidade impressionante — pode ultrapassar os 80 anos de vida em cativeiro. Quem adota um jabuti, na prática, adota um companheiro para a vida toda.

As duas espécies mais comuns são o jabuti-piranga, de casco avermelhado, e o jabuti-tinga, de casco mais escuro. Ambos são terrestres, herbívoros e exigem recinto espaçoso, acesso à luz solar natural ou lâmpada UVB, temperatura controlada e dieta variada à base de folhas, flores e frutas. Do ponto de vista legal, o jabuti adquirido de criadouro registrado com nota fiscal não exige autorização prévia do IBAMA.

Iguana-verde (Iguana iguana)

A iguana é um réptil imponente — pode chegar a 1,5 metro de comprimento na fase adulta — com uma presença visual que poucos animais conseguem igualar. Apesar do tamanho, é uma espécie herbívora e de temperamento geralmente tranquilo quando bem socializada desde filhote.

O ponto mais importante para quem pensa em ter uma iguana é o espaço: um animal adulto precisa de viveiro com pelo menos 2 metros de altura, com controle rigoroso de temperatura, umidade e iluminação UVB. A alimentação é 100% vegetal — folhas de couve, agrião, hibisco, frutas e legumes. Um erro muito comum é oferecer proteína animal para iguanas, o que pode causar problemas renais sérios.

Cobra-do-milho (Pantherophis guttatus)

Sim, cobra. E sim, é legal. A cobra-do-milho é a espécie de serpente mais recomendada para quem está começando: temperamento calmo, tamanho manejável (raramente passa de 1,2 metro), boa tolerância ao manuseio e uma variedade enorme de morphs produzidos por criadores. Não é venenosa e não oferece risco à saúde humana.

Por ser originária da América do Norte, é classificada como exótica no Brasil e precisa ser adquirida de criadouro registrado no IBAMA. Alimenta-se de roedores congelados, o que facilita a logística. Seu terrário deve ter gradiente de temperatura, esconderijos e fechamento seguro — cobras-do-milho são excelentes escapistas.

Jiboia (Boa constrictor)

A jiboia é uma das serpentes mais conhecidas do Brasil e uma das mais mantidas em cativeiro por entusiastas de répteis. Ao contrário do que o imaginário popular sugere, jiboias bem criadas e habituadas ao contato humano têm comportamento bastante previsível e temperamento mais dócil que muitos cães de grande porte.

Por ser espécie nativa, exige documentação de origem e, em alguns casos, registro junto ao IBAMA. O grande ponto de atenção é o tamanho: jiboias adultas podem facilmente chegar a 3 metros, o que exige terrários de grande porte e um nível de experiência que não é recomendado para iniciantes.

Tegu-argentino (Salvator merianae)

O tegu é talvez o réptil mais inteligente desta lista. Diferente da maioria dos lagartos, desenvolve vínculos reais com o tutor, reconhece quem cuida dele, responde ao próprio nome em alguns casos e pode ser passeado com coleira. Quem cria tegu frequentemente descreve a experiência como mais parecida com ter um cachorro do que com ter um réptil.

É um lagarto robusto, pode passar de 1 metro na fase adulta, e é onívoro: come frutas, ovos, carnes, insetos e vegetais. Por ser espécie nativa do Brasil e Argentina, exige documentação de origem legal. A socialização desde filhote é fundamental — tegus criados com pouco contato humano tendem a ser mais agressivos e difíceis de manejar na fase adulta.

O que você precisa fazer para estar dentro da lei

Compre sempre de criadouro registrado no IBAMA — esse é o ponto mais importante. Répteis vendidos em feiras livres ou por anúncios sem procedência quase sempre são fruto de captura ilegal. Guarde a nota fiscal e o Certificado de Origem: em caso de fiscalização, esses documentos são o que separa uma situação tranquila de uma apreensão. Para algumas espécies silvestres, é necessário registrar o animal no sistema do IBAMA em até 30 dias após a aquisição — o próprio criadouro geralmente orienta sobre esse processo.

Antes de adquirir qualquer réptil, pesquise e identifique um veterinário especializado em animais silvestres na sua cidade. Répteis têm necessidades de saúde completamente diferentes de cães e gatos, e a maioria dos veterinários generalistas tem pouca experiência com essas espécies.

Cuidados que todos os répteis pet precisam

Répteis são ectotérmicos — dependem do ambiente para regular a temperatura do corpo. Todo terrário precisa ter uma área mais quente e outra mais fria. A maioria das espécies diurnas precisa de lâmpada UVB para sintetizar vitamina D3, essencial para o metabolismo do cálcio; sem UVB adequado, o animal desenvolve doenças ósseas graves. O substrato deve ser adequado à espécie, e a higiene regular é inegociável: répteis podem ser portadores de Salmonella, que pode ser transmitida para humanos por contato — lavar as mãos após manusear o animal é regra básica.

Para quem tem afinidade com esses animais, a experiência é única. Observar um jabuti se movendo pelo jardim, acompanhar a muda de pele de uma serpente, perceber a personalidade de um tegu que começa a reconhecer o tutor: são experiências que quem cria répteis descreve com um entusiasmo difícil de traduzir. Se você está disposto a estudar antes de adotar, a investir em estrutura adequada e a respeitar o ritmo do animal, um réptil pode ser um dos pets mais fascinantes que você já teve.

No Hiperzoo você encontra terrários, lâmpadas UVB, substratos específicos para cada espécie, rações e suplementos para répteis, comedouros, bebedouros e tudo o que você precisa para montar um ambiente adequado e seguro. Nossa equipe conta com especialistas prontos para orientar desde a escolha do terrário ideal até a dieta correta para cada espécie. Visite uma de nossas lojas ou acesse a loja online. Quem cuida bem começa com o equipamento certo.

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